AFO para Concursos: Como Estudar, Assuntos Mais Cobrados — Parte 2

AFO para Concursos: Como Estudar, Assuntos Mais Cobrados — Parte 2

📚 Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
🎯 Foco: Como estudar AFO para concursos, principais assuntos e questões
📅 Publicado em: 12 de setembro de 2026
🔄 Atualizado em: 12 de setembro de 2026
⏱️ Tempo de leitura: aproximadamente 15 minutos
✍️ Autor: Concursos na Mira

Introdução

Estudar Administração Financeira e Orçamentária (AFO) para concursos públicos pode parecer complicado no começo. São muitos conceitos, leis, classificações, etapas e regras que precisam ser compreendidos e, principalmente, relacionados entre si.

Mas existe uma maneira mais eficiente de estudar AFO: em vez de tentar decorar tudo de uma vez, o candidato deve entender como funciona o orçamento público, qual é a relação entre planejamento, receita e despesa e em que momento cada conceito aparece.

Este artigo é a Parte 2 do conteúdo sobre AFO do Concursos na Mira e foi preparado para aprofundar justamente uma das dúvidas que aparecem nas pesquisas dos candidatos: como estudar AFO para concursos.

Se você ainda não estudou o conteúdo básico, vale começar pelo nosso guia principal sobre AFO para Concursos e depois retornar a este material para aprofundar os assuntos.

A proposta aqui é transformar AFO em um conteúdo mais organizado e fácil de revisar, mostrando o que estudar, como estudar, quais conceitos merecem atenção e como evitar as principais pegadinhas das provas.

O que é AFO e por que essa disciplina é importante?

AFO significa Administração Financeira e Orçamentária.

De maneira simplificada, a disciplina estuda como o Poder Público planeja, arrecada, administra e utiliza os recursos públicos.

Isso envolve assuntos como:

  • planejamento governamental;
  • orçamento público;
  • receitas públicas;
  • despesas públicas;
  • créditos adicionais;
  • execução orçamentária;
  • restos a pagar;
  • princípios orçamentários;
  • Lei de Responsabilidade Fiscal;
  • controle e acompanhamento das contas públicas.

Para entender AFO, imagine o seguinte:

O governo precisa definir o que pretende fazer, estimar quanto poderá arrecadar, estabelecer quanto poderá gastar e executar essas despesas de acordo com as regras estabelecidas.

É justamente essa lógica que o candidato precisa dominar.

Como estudar AFO para concursos?

A melhor forma de estudar AFO não é começar tentando decorar dezenas de classificações.

O ideal é construir uma sequência lógica.

1. Comece entendendo o orçamento público

Antes de entrar em detalhes sobre receitas e despesas, procure entender o que é orçamento público e qual é a sua finalidade.

O orçamento não é apenas uma lista de valores.

Ele está relacionado ao planejamento das ações do governo e à autorização para realização das despesas públicas.

Por isso, o primeiro passo é compreender a relação entre:

planejamento → orçamento → receita → despesa → execução → controle.

Quando essa sequência fica clara, vários outros assuntos de AFO começam a fazer sentido.

2. Estude PPA, LDO e LOA

Depois de entender a ideia geral do orçamento, estude os três instrumentos de planejamento e orçamento previstos na Constituição Federal:

  • Plano Plurianual (PPA);
  • Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO);
  • Lei Orçamentária Anual (LOA).

A Constituição Federal trata desses instrumentos especialmente no artigo 165.

Para consultar diretamente o texto constitucional, o candidato pode utilizar a Constituição Federal no portal oficial do Planalto.

3. Depois passe para receitas e despesas

Com o planejamento entendido, avance para:

  • receita pública;
  • classificação da receita;
  • etapas da receita;
  • despesa pública;
  • classificação da despesa;
  • etapas da despesa.

Esses assuntos são fundamentais porque aparecem constantemente relacionados em questões.

4. Em seguida, estude os créditos adicionais

Depois de compreender receita e despesa, estude:

  • créditos suplementares;
  • créditos especiais;
  • créditos extraordinários.

Aqui é importante entender quando cada crédito é utilizado, e não apenas decorar seus nomes.

5. Finalize com execução e assuntos complementares

Depois, avance para:

  • empenho;
  • liquidação;
  • pagamento;
  • restos a pagar;
  • despesas de exercícios anteriores;
  • suprimento de fundos;
  • Lei de Responsabilidade Fiscal;
  • princípios orçamentários.

Essa sequência evita que você tente memorizar conceitos isolados.

O que estudar em AFO para concursos?

O conteúdo pode variar de acordo com o edital, mas alguns temas formam a base da disciplina.

Uma boa organização para seus estudos é:

Planejamento e orçamento

  • PPA;
  • LDO;
  • LOA;
  • ciclo orçamentário;
  • princípios orçamentários.

Receitas públicas

  • conceito;
  • classificação;
  • categorias econômicas;
  • origem;
  • espécies;
  • etapas da receita;
  • receitas correntes;
  • receitas de capital.

Despesas públicas

  • conceito;
  • classificação;
  • categorias econômicas;
  • grupos de natureza da despesa;
  • modalidades de aplicação;
  • elementos de despesa;
  • etapas da despesa.

Execução orçamentária

  • empenho;
  • liquidação;
  • pagamento;
  • restos a pagar;
  • créditos adicionais;
  • despesas de exercícios anteriores.

Responsabilidade fiscal

  • Lei de Responsabilidade Fiscal;
  • planejamento;
  • receitas e despesas;
  • despesas com pessoal;
  • resultado fiscal;
  • transparência;
  • limites e controles.

O candidato não precisa estudar todos esses tópicos com a mesma profundidade desde o primeiro dia.

O mais importante é seguir uma ordem.

PPA, LDO e LOA: entenda a diferença

Essa é uma das partes mais importantes de AFO.

Uma forma simples de memorizar é pensar:

PPA = planejamento de médio prazo
LDO = orientação
LOA = execução orçamentária anual

PPA

O Plano Plurianual estabelece, de forma regionalizada, diretrizes, objetivos e metas da administração pública para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para os programas de duração continuada.

Na hora da prova, não confunda o PPA com a LOA.

O PPA trabalha com uma visão mais ampla de planejamento.

LDO

A Lei de Diretrizes Orçamentárias funciona como uma ponte entre o planejamento do PPA e a elaboração da LOA.

Entre outras funções, estabelece metas e prioridades da administração pública e orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual.

LOA

A Lei Orçamentária Anual é o orçamento propriamente dito para determinado exercício.

Uma forma simples de lembrar:

PPA planeja.
LDO orienta.
LOA estima receitas e fixa despesas.

Essa associação ajuda muito nas questões objetivas.

Princípios orçamentários

Os princípios orçamentários são outro assunto que merece atenção.

Entre os mais conhecidos estão:

  • unidade;
  • universalidade;
  • anualidade;
  • exclusividade;
  • publicidade;
  • equilíbrio;
  • especificação;
  • orçamento bruto.

O mais importante é entender o significado de cada um.

Princípio da universalidade

A ideia é que o orçamento deve compreender todas as receitas e todas as despesas.

Uma questão pode tentar confundir o candidato apresentando um orçamento que considera apenas parte das receitas ou despesas.

Princípio da unidade

A ideia central é que o orçamento deve ser uno, permitindo uma visão geral das receitas e despesas.

Princípio da anualidade

O orçamento está relacionado a um determinado período, normalmente correspondente ao exercício financeiro.

No Brasil, o exercício financeiro coincide com o ano civil.

Princípio da exclusividade

A Lei Orçamentária Anual deve tratar essencialmente da previsão da receita e da fixação da despesa.

A Constituição, entretanto, admite exceções específicas, como a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, inclusive por antecipação de receita orçamentária.

Por isso, cuidado com questões que afirmam que a LOA jamais pode conter qualquer outro assunto.

Receita pública: o que você precisa saber

Receita pública é um dos assuntos mais importantes para quem está aprendendo AFO.

De maneira geral, receita pública representa os recursos que ingressam nos cofres públicos e que podem ser utilizados conforme as regras aplicáveis.

Mas a prova pode cobrar diferentes classificações.

Por isso, não basta decorar a palavra “receita”.

É preciso saber como ela é classificada.

Para aprofundar o assunto diretamente na fonte oficial, o candidato pode consultar o Ementário da Receita Orçamentária do Tesouro Nacional, que disponibiliza as classificações e códigos utilizados na receita orçamentária.

Receitas correntes e receitas de capital

Uma das classificações mais conhecidas divide as receitas orçamentárias em:

Receitas correntes

Entre elas estão:

  • impostos;
  • taxas;
  • contribuições;
  • receita patrimonial;
  • receita de serviços;
  • transferências correntes;
  • outras receitas correntes.

Receitas de capital

Entre elas estão:

  • operações de crédito;
  • alienação de bens;
  • amortização de empréstimos;
  • transferências de capital;
  • outras receitas de capital.

Uma pegadinha comum é confundir receita de capital com dinheiro que simplesmente “entrou no caixa”.

A classificação depende da natureza da receita.

Por exemplo, a contratação de uma operação de crédito representa uma receita de capital.

Etapas da receita pública

Outro ponto importante é conhecer as etapas da receita.

De forma didática, podemos pensar em:

previsão → lançamento → arrecadação → recolhimento

Mas atenção: o lançamento não se aplica a todas as receitas.

Previsão

É a estimativa da receita que o governo espera arrecadar.

Lançamento

É o procedimento utilizado, nos casos aplicáveis, para verificar a ocorrência do fato gerador, determinar a matéria tributável, calcular o montante devido e identificar o sujeito passivo.

Arrecadação

É o momento em que o contribuinte ou responsável realiza o pagamento junto aos agentes arrecadadores.

Recolhimento

É a transferência dos valores arrecadados para a conta do Tesouro.

Uma forma fácil de memorizar:

Previsão = quanto se espera arrecadar.
Lançamento = identifica e constitui o crédito, quando aplicável.
Arrecadação = pagamento realizado.
Recolhimento = dinheiro encaminhado ao Tesouro.

Despesa pública: entenda antes de decorar

A despesa pública também possui classificações e etapas.

Uma maneira simples de compreender é imaginar uma situação:

O governo possui uma dotação orçamentária para determinada finalidade e decide realizar uma contratação.

A despesa passa por etapas.

Empenho → liquidação → pagamento

Essa sequência é fundamental.

Empenho

O empenho é o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento, pendente ou não de implemento de condição.

Em linguagem mais simples:

O empenho representa uma reserva formal da dotação orçamentária para determinada despesa.

Exemplo

Imagine que determinado órgão tenha autorização orçamentária para comprar computadores.

Antes de realizar o pagamento, existe todo um procedimento de execução da despesa.

O empenho é uma etapa fundamental desse processo.

Liquidação

Na liquidação, verifica-se o direito adquirido pelo credor com base nos documentos comprobatórios e naquilo que foi efetivamente realizado.

Em termos práticos:

A Administração verifica se aquilo que foi contratado foi realmente entregue ou realizado e quanto deve ser pago.

Exemplo

Uma empresa foi contratada para fornecer 100 computadores.

Os computadores foram entregues.

A Administração confere a documentação e verifica se a obrigação foi cumprida.

Essa é a lógica da liquidação.

Pagamento

Depois da liquidação, ocorre o pagamento.

Portanto:

Empenho → Liquidação → Pagamento

Essa sequência é uma das mais importantes para provas de AFO.

Restos a Pagar

Restos a pagar também aparecem com frequência nas questões.

São consideradas Restos a Pagar as despesas empenhadas, mas não pagas até 31 de dezembro.

Existem duas classificações importantes:

Restos a Pagar Processados

São despesas empenhadas e liquidadas, mas que ainda não foram pagas.

Restos a Pagar Não Processados

São despesas empenhadas, mas ainda não liquidadas.

A diferença está justamente na liquidação.

Processado = empenhado + liquidado + não pago.

Não processado = empenhado + não liquidado.

Essa comparação deve ficar muito clara na memória.

Créditos adicionais

Os créditos adicionais servem para atender despesas que não estão suficientemente contempladas na lei orçamentária.

Eles são divididos em três espécies.

Crédito suplementar

É utilizado para reforçar uma dotação orçamentária que já existe.

Palavra-chave: reforço.

Exemplo:

O orçamento possui uma dotação para determinada despesa, mas o valor autorizado não é suficiente.

Nesse caso, pode ser necessário um crédito suplementar.

Crédito especial

É destinado a despesas para as quais não existe dotação orçamentária específica.

Palavra-chave: nova dotação.

Crédito extraordinário

É destinado a despesas urgentes e imprevisíveis, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, observados os requisitos constitucionais.

Palavras-chave: urgência + imprevisibilidade.

Memorize assim:

Suplementar = reforça.

Especial = cria dotação para despesa sem dotação específica.

Extraordinário = urgência e imprevisibilidade.

Essa é uma das formas mais rápidas de diferenciar os três.

AFO e Lei de Responsabilidade Fiscal

A Lei Complementar nº 101/2000, conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), é outro assunto importante.

A LRF estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal.

Ela trabalha com aspectos como:

  • planejamento;
  • transparência;
  • controle;
  • limites;
  • receitas;
  • despesas;
  • dívida pública;
  • despesas com pessoal;
  • resultados fiscais.

Para estudar a legislação diretamente na fonte, consulte a Lei de Responsabilidade Fiscal no portal oficial do Planalto.

A principal ideia que o candidato deve guardar é:

gestão fiscal responsável exige planejamento, controle, transparência e respeito aos limites estabelecidos pela legislação.

Lei nº 4.320/1964: por que estudar?

A Lei nº 4.320/1964 estabelece normas gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal.

Ela é uma das principais bases legais para o estudo de AFO.

Entre os assuntos que aparecem relacionados à lei estão:

  • receita;
  • despesa;
  • orçamento;
  • créditos adicionais;
  • execução orçamentária;
  • restos a pagar;
  • balanços públicos.

Por isso, depois de compreender a teoria, é importante estudar os dispositivos legais.

Você pode consultar a Lei nº 4.320/1964 no portal oficial do Planalto.

O MCASP e o estudo de AFO

O Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP), elaborado pela Secretaria do Tesouro Nacional, é uma referência oficial importante para o estudo das regras e procedimentos relacionados à contabilidade e ao orçamento público.

Atualmente, a página oficial do Tesouro Nacional apresenta a 11ª edição do MCASP como edição vigente.

O manual é especialmente útil quando o candidato precisa aprofundar determinado conceito.

Por exemplo, depois de estudar receita pública neste artigo, você pode consultar o Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público — MCASP para aprofundar classificações e procedimentos.

O objetivo, porém, não é substituir o estudo básico pelo manual.

Primeiro entenda o conceito.

Depois utilize a legislação e os manuais oficiais para aprofundar e confirmar os detalhes.

Como estudar AFO sem ficar apenas decorando

Uma das maiores dificuldades em AFO é estudar durante horas e esquecer tudo depois de alguns dias.

Para evitar isso, utilize três etapas:

1. Entenda

Leia o conteúdo procurando responder:

O que é isso?

Por exemplo:

O que é empenho?

O que é liquidação?

O que é crédito suplementar?

O que é receita de capital?

2. Compare

Depois pergunte:

Qual é a diferença entre conceitos parecidos?

Exemplos:

  • empenho x liquidação;
  • receita corrente x receita de capital;
  • crédito suplementar x especial;
  • crédito especial x extraordinário;
  • restos a pagar processados x não processados.

Essa etapa é muito importante porque muitas questões de concurso exploram justamente diferenças pequenas entre conceitos.

3. Resolva questões

Depois de estudar determinado assunto, faça questões.

Não espere terminar toda AFO para começar a resolver exercícios.

Estude um assunto.

Resolva questões.

Veja os erros.

Volte ao conteúdo.

Depois faça uma nova rodada.

Esse ciclo é muito mais eficiente do que simplesmente reler o material várias vezes.

Como revisar AFO

Uma boa revisão pode ser feita em três momentos.

Primeira revisão

Faça uma revisão curta depois do estudo inicial.

Revise os conceitos principais e veja onde teve dificuldade.

Segunda revisão

Depois de alguns dias, volte ao assunto e tente explicar os conceitos sem consultar o material.

Se você consegue explicar com suas próprias palavras, provavelmente entendeu.

Terceira revisão

Faça questões novamente.

Nesse momento, o objetivo não é apenas acertar.

É descobrir por que as alternativas erradas estão erradas.

Pegadinhas de AFO que você precisa evitar

Pegadinha 1: confundir empenho com pagamento

O empenho não significa que o dinheiro já foi pago.

A sequência é:

Empenho → Liquidação → Pagamento.

Pegadinha 2: achar que toda receita passa pelo lançamento

Não.

O lançamento não ocorre em todas as espécies de receita.

Por isso, cuidado com alternativas que afirmam que todas as receitas necessariamente passam por essa etapa.

Pegadinha 3: confundir crédito suplementar com crédito especial

Suplementar reforça uma dotação existente.

Especial atende despesa para a qual não existe dotação orçamentária específica.

Pegadinha 4: confundir restos a pagar processados e não processados

Lembre:

Processado = liquidado.

Não processado = não liquidado.

Ambos foram empenhados e não foram pagos até o encerramento do exercício.

Pegadinha 5: achar que AFO é apenas orçamento

AFO é muito mais ampla.

O candidato precisa compreender planejamento, orçamento, receitas, despesas, execução orçamentária, responsabilidade fiscal e outros assuntos relacionados à administração dos recursos públicos.

Questões comentadas de AFO

Questão 1

Um candidato estudou que a execução da despesa pública passa pelas etapas de empenho, liquidação e pagamento. Sobre essa sequência, assinale a alternativa correta.

A) O pagamento ocorre antes do empenho.

B) A liquidação ocorre depois do pagamento.

C) O empenho precede a liquidação e o pagamento.

D) A liquidação substitui o empenho.

Resposta: C

A sequência correta é:

Empenho → Liquidação → Pagamento.

O empenho vem primeiro, seguido da liquidação e, posteriormente, do pagamento.

Questão 2

Um órgão público possui determinada dotação orçamentária, mas o valor autorizado é insuficiente para atender a despesa prevista. Qual crédito adicional é utilizado para reforçar uma dotação existente?

A) Especial.

B) Extraordinário.

C) Suplementar.

D) Financeiro.

Resposta: C

O crédito suplementar é utilizado para reforçar uma dotação orçamentária existente.

A palavra-chave é:

SUPLEMENTAR = REFORÇAR.

Questão 3

Uma despesa foi empenhada e liquidada, mas não foi paga até o final do exercício financeiro. Nesse caso, trata-se de:

A) Receita de capital.

B) Restos a pagar processados.

C) Restos a pagar não processados.

D) Crédito extraordinário.

Resposta: B

Como a despesa foi empenhada e liquidada, mas não foi paga, trata-se de Restos a Pagar Processados.

Resumo rápido de AFO para revisar antes da prova

Use este resumo para fazer uma revisão rápida:

AssuntoO que lembrar
PPAPlanejamento de médio prazo
LDOOrienta a elaboração da LOA
LOAEstima receitas e fixa despesas
ReceitaRecursos que ingressam conforme as regras orçamentárias
Receita correnteCategoria econômica da receita
Receita de capitalCategoria econômica da receita
EmpenhoPrimeira etapa da execução da despesa
LiquidaçãoVerificação do direito adquirido pelo credor
PagamentoQuitação da obrigação
Restos a pagarEmpenhados e não pagos até 31 de dezembro
RP processadosEmpenhados, liquidados e não pagos
RP não processadosEmpenhados, não liquidados e não pagos
Crédito suplementarReforça dotação existente
Crédito especialDespesa sem dotação específica
Crédito extraordinárioUrgente e imprevisível
LRFResponsabilidade na gestão fiscal

Como montar um ciclo de estudos de AFO

Se você está começando agora, uma sugestão é dividir o estudo em blocos.

Bloco 1 — Fundamentos

Estude:

  • conceito de AFO;
  • orçamento público;
  • PPA;
  • LDO;
  • LOA;
  • princípios orçamentários.

Bloco 2 — Receita

Estude:

  • conceito;
  • classificação;
  • receitas correntes;
  • receitas de capital;
  • etapas da receita.

Bloco 3 — Despesa

Estude:

  • conceito;
  • classificação;
  • empenho;
  • liquidação;
  • pagamento.

Bloco 4 — Execução

Estude:

  • restos a pagar;
  • créditos adicionais;
  • despesas de exercícios anteriores;
  • suprimento de fundos.

Bloco 5 — Legislação

Revise:

  • Constituição Federal;
  • Lei nº 4.320/1964;
  • Lei de Responsabilidade Fiscal;
  • normas e manuais aplicáveis ao conteúdo do edital.

Depois de cada bloco, faça questões.

O candidato que apenas lê AFO tende a esquecer rapidamente.

O candidato que estuda + revisa + resolve questões consegue identificar melhor os pontos que ainda precisam ser reforçados.

Checklist final de AFO

Antes de considerar determinado assunto estudado, veja se consegue responder:

☑️ O que é orçamento público?

☑️ Qual é a diferença entre PPA, LDO e LOA?

☑️ O que são princípios orçamentários?

☑️ Qual é a diferença entre receita corrente e receita de capital?

☑️ Quais são as etapas da receita?

☑️ Qual é a sequência da despesa?

☑️ O que acontece no empenho?

☑️ O que acontece na liquidação?

☑️ O que significa pagamento?

☑️ O que são Restos a Pagar?

☑️ Qual é a diferença entre processados e não processados?

☑️ O que é crédito suplementar?

☑️ O que é crédito especial?

☑️ O que é crédito extraordinário?

☑️ Qual é a importância da Lei nº 4.320/1964?

☑️ Qual é a finalidade da Lei de Responsabilidade Fiscal?

☑️ Para que serve o MCASP?

Se você ainda não consegue responder algumas dessas perguntas sem consultar o material, esse é um sinal de que o assunto precisa de mais uma revisão.

Onde aprofundar o estudo

Depois de dominar os conceitos apresentados neste artigo, utilize as fontes oficiais para aprofundar o conteúdo:

Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público — MCASP, do Tesouro Nacional — material oficial para aprofundamento dos procedimentos e conceitos de contabilidade aplicada ao setor público.

Ementário da Receita Orçamentária — Tesouro Nacional — consulta oficial das classificações e códigos da receita orçamentária, com versões válidas para diferentes exercícios.

Constituição Federal — Planalto — referência para os dispositivos constitucionais relacionados ao planejamento e orçamento público.

Lei nº 4.320/1964 — Planalto — legislação fundamental para o estudo de orçamento, receita, despesa e execução orçamentária.

Lei de Responsabilidade Fiscal — Planalto — legislação essencial para o estudo da responsabilidade na gestão fiscal.

O estudante deve utilizar essas fontes como complemento ao conteúdo, principalmente quando o edital exigir conhecimentos mais específicos.

Conclusão

Estudar AFO para concursos públicos não precisa significar decorar uma enorme quantidade de conceitos sem entender sua relação.

O caminho mais eficiente é construir uma sequência lógica:

planejamento → orçamento → receita → despesa → execução → controle.

Depois, aprofunde os assuntos que costumam gerar mais dúvidas, principalmente as diferenças entre conceitos semelhantes.

Lembre-se:

PPA planeja.

LDO orienta.

LOA estima receitas e fixa despesas.

Empenho vem antes da liquidação.

Liquidação vem antes do pagamento.

Restos a Pagar são despesas empenhadas e não pagas até 31 de dezembro.

Crédito suplementar reforça dotação existente.

Crédito especial atende despesa sem dotação específica.

Crédito extraordinário atende despesas urgentes e imprevisíveis, nos termos constitucionais.

Mais importante do que decorar essas frases é entender o motivo de cada uma.

AFO é uma disciplina em que compreensão, revisão e resolução de questões precisam caminhar juntas.

Se você está se preparando para concursos públicos, mantenha este artigo como material de revisão e utilize também o nosso conteúdo principal de AFO para Concursos para retomar os fundamentos sempre que necessário.

E, depois de estudar a teoria, volte às questões.