A matemática está presente em muitos concursos públicos e pode representar uma oportunidade importante para o candidato conquistar pontos na prova. Para quem tem facilidade com números, a matéria pode ser uma aliada. Para quem enfrenta dificuldades desde a escola, porém, estudar matemática pode parecer um grande desafio.
A diferença, muitas vezes, está na forma de estudar.
Em vez de tentar decorar fórmulas sem compreender sua aplicação, o candidato pode construir uma boa base, aprender os principais conceitos, acompanhar exemplos e, principalmente, praticar por meio de questões de concursos.
O conteúdo de Matemática varia de acordo com o cargo, o nível da prova e a banca organizadora. Por isso, o edital deve ser o ponto de partida para definir exatamente o que estudar.
Neste guia, você vai conhecer os principais assuntos de Matemática para concursos públicos, acompanhar exemplos de cálculos e entender como transformar a teoria em prática durante a preparação.
Tabela de conteúdos
O que estudar em Matemática para concursos públicos?
Não existe uma lista única de conteúdos que sirva para todas as provas.
Um concurso pode cobrar operações, frações, porcentagem, regra de três e medidas, enquanto outro pode avançar para equações, juros, estatística, probabilidade, geometria ou outros conteúdos.
Entre os assuntos que podem aparecer estão:
- Operações fundamentais;
- Números naturais, inteiros e racionais;
- Frações e números decimais;
- Potenciação e radiciação;
- Múltiplos e divisores;
- MMC e MDC;
- Razão e proporção;
- Regra de três simples e composta;
- Porcentagem;
- Aumentos e descontos;
- Média aritmética;
- Equações;
- Sistemas de equações;
- Grandezas e medidas;
- Geometria;
- Teorema de Pitágoras;
- Matemática financeira;
- Juros simples e compostos;
- Estatística;
- Gráficos e tabelas;
- Probabilidade;
- Análise combinatória;
- Funções, quando previstas no edital.
O mais importante é não estudar todos esses conteúdos de forma indiscriminada.
Primeiro, confira o conteúdo programático do concurso. Os concursos públicos são regidos pelas normas aplicáveis e pelos respectivos editais, que definem, entre outras informações, os conhecimentos que serão avaliados. Lei nº 14.965/2024 no Portal do Planalto
Matemática básica é realmente importante?
Sim.
Muitos conteúdos considerados mais avançados dependem de conhecimentos básicos.
Uma questão de porcentagem pode exigir multiplicação e divisão. Uma questão de regra de três pode envolver números decimais. Uma questão de juros pode exigir porcentagem e potenciação.
Por isso, quem apresenta dificuldades deve evitar a pressa.
Operações fundamentais
As quatro operações são:
- Adição;
- Subtração;
- Multiplicação;
- Divisão.
Veja um exemplo:
27 + 35 = 62
Agora:
62 – 18 = 44
Multiplicando:
12 × 4 = 48
Dividindo:
48 ÷ 6 = 8
Essas operações parecem simples, mas podem aparecer dentro de cálculos muito maiores.
Quem ainda comete erros frequentes nessa etapa deve reservar um período da preparação para reforçar a base.
Frações e números decimais
Frações aparecem em muitos problemas matemáticos.
Uma fração representa uma divisão entre dois números.
Por exemplo:
3/4
Isso significa três partes de um total dividido em quatro partes iguais.
Exemplo de soma de frações
Considere:
1/4 + 2/4
Como os denominadores são iguais:
1 + 2 = 3
Logo:
1/4 + 2/4 = 3/4
Quando os denominadores são diferentes, é necessário encontrar um denominador comum antes de realizar a operação.
Fração e porcentagem
Também é importante compreender a relação entre frações e porcentagens.
Por exemplo:
1/2 = 0,5
Multiplicando por 100:
0,5 × 100 = 50%
Portanto:
1/2 = 50%
Esse tipo de conversão pode aparecer em questões de porcentagem, estatística e interpretação de dados.
Potenciação e radiciação
A potenciação representa uma multiplicação de fatores iguais.
Por exemplo:
2³ = 2 × 2 × 2 = 8
Portanto:
2³ = 8
Na radiciação, podemos encontrar o número que, multiplicado por ele mesmo, produz determinado resultado.
Por exemplo:
√25 = 5
porque:
5 × 5 = 25
Dependendo do edital, esses conteúdos podem aparecer diretamente ou dentro de expressões e problemas.
MMC e MDC
O mínimo múltiplo comum (MMC) e o máximo divisor comum (MDC) também podem aparecer em provas.
O MMC permite encontrar o menor múltiplo positivo comum entre dois ou mais números.
Já o MDC permite encontrar o maior divisor comum entre eles.
Exemplo de MDC
Considere os números 12 e 18.
Entre os divisores comuns estão:
1, 2, 3 e 6
O maior deles é:
6
Portanto:
MDC(12,18) = 6
Exemplo de MMC
Os múltiplos de 4 são:
4, 8, 12, 16, 20…
Os múltiplos de 6 são:
6, 12, 18, 24…
O primeiro múltiplo comum positivo é:
12
Logo:
MMC(4,6) = 12
Razão e proporção
Razão é uma forma de comparar duas grandezas.
Imagine uma turma com 20 alunos, dos quais 5 estudam para determinado concurso.
A razão entre os 5 alunos e o total de 20 é:
5/20 = 1/4
A proporção aparece quando duas razões apresentam equivalência.
Por exemplo:
2/4 = 3/6
As duas razões representam a mesma proporção.
Esse conhecimento é utilizado em problemas envolvendo quantidade, distância, tempo, produção, velocidade e valores.
Regra de três simples
A regra de três é um dos assuntos mais importantes para quem estuda Matemática para concursos.
Ela pode ser utilizada quando existe uma relação entre grandezas e uma delas é desconhecida.
Exemplo
Uma máquina produz 120 peças em 4 horas. Mantendo o mesmo ritmo, quantas peças produzirá em 7 horas?
Organizando:
4 horas → 120 peças
7 horas → x peças
Como mais horas significam mais peças produzidas, temos uma relação diretamente proporcional.
Então:
4x = 7 × 120
4x = 840
x = 840 ÷ 4
x = 210
Resposta: 210 peças.
Regra de três inversamente proporcional
Agora imagine uma tarefa que é realizada por 4 trabalhadores em 12 dias.
Se o número de trabalhadores aumentar, mantendo as demais condições, o tempo necessário tende a diminuir.
Nesse caso, a relação é inversamente proporcional.
Esse é um dos pontos em que o candidato precisa interpretar o problema antes de montar a conta.
Não aplique a regra de três mecanicamente.
Primeiro descubra como as grandezas se comportam.
Porcentagem
Porcentagem é um dos conteúdos que merece bastante atenção.
Ela pode aparecer em questões sobre:
- Descontos;
- Aumentos;
- Salários;
- Lucros;
- Prejuízos;
- Estatísticas;
- Variações de preços;
- Comparações entre valores.
Exemplo: 20% de um valor
Quanto é 20% de R$ 300?
Podemos calcular:
300 × 20 ÷ 100 = 60
Logo:
20% de R$ 300 = R$ 60.
Exemplo: desconto
Um produto custa R$ 500 e está com desconto de 20%.
Primeiro calculamos:
500 × 20 ÷ 100 = 100
O desconto é de:
R$ 100
Agora:
500 – 100 = 400
Preço final:
R$ 400.
Exemplo: aumento
Um salário de R$ 2.000 recebeu aumento de 15%.
Calculamos:
2.000 × 15 ÷ 100 = 300
Depois:
2.000 + 300 = 2.300
O novo salário será de:
R$ 2.300.
Cuidado com aumentos e descontos sucessivos
Essa é uma situação que pode confundir o candidato.
Imagine um produto de R$ 100.
Primeiro ocorre um aumento de 10%:
100 + 10 = 110
Depois ocorre um desconto de 10%:
110 × 10 ÷ 100 = 11
Então:
110 – 11 = 99
O resultado final é:
R$ 99
e não R$ 100.
O motivo é que o segundo percentual foi calculado sobre uma base diferente.
Por isso, em questões de porcentagem, observe sempre sobre qual valor o percentual está sendo aplicado.
Média aritmética
A média aritmética simples é obtida somando os valores e dividindo o resultado pela quantidade de valores.
Exemplo
Um candidato fez três simulados e obteve:
60, 70 e 80 pontos.
Somando:
60 + 70 + 80 = 210
Agora dividimos por 3:
210 ÷ 3 = 70
A média foi:
70 pontos.
Questões de média podem aparecer diretamente ou em problemas envolvendo notas, salários, produção, população e estatísticas.
Equação de primeiro grau
A equação de primeiro grau é outro conteúdo importante.
Exemplo
x + 18 = 50
Precisamos descobrir o valor de x.
Subtraindo 18:
x = 50 – 18
x = 32
Resposta:
x = 32.
Outro exemplo
3x = 27
Dividindo os dois lados por 3:
x = 27 ÷ 3
x = 9
A solução é:
x = 9.
Em uma prova, porém, a equação pode estar escondida dentro de um problema.
Por isso, não basta saber manipular a expressão. É necessário saber transformar as informações do enunciado em uma equação.
Sistema de equações
Quando temos duas incógnitas relacionadas por duas equações, podemos utilizar um sistema.
Exemplo
Considere:
x + y = 10
x – y = 2
Somando as duas equações:
2x = 12
Portanto:
x = 6
Substituindo:
6 + y = 10
y = 4
Assim:
x = 6
e
y = 4
O aprofundamento desse conteúdo deve acompanhar o edital do concurso.
Geometria
Geometria pode envolver áreas, perímetros, volumes, ângulos e propriedades de diferentes figuras.
Entre os conteúdos que podem aparecer estão:
- Quadrados;
- Retângulos;
- Triângulos;
- Círculos;
- Perímetros;
- Áreas;
- Volumes;
- Teorema de Pitágoras.
Área do retângulo
A fórmula é:
A = base × altura
Imagine um retângulo com 8 metros de comprimento e 5 metros de largura.
Então:
A = 8 × 5
A = 40 m²
A área é de:
40 metros quadrados.
Perímetro
O perímetro corresponde à soma dos lados.
No mesmo retângulo:
8 + 5 + 8 + 5 = 26
Portanto:
P = 26 metros.
É importante não confundir área com perímetro.
Teorema de Pitágoras
Em um triângulo retângulo, o Teorema de Pitágoras estabelece a relação:
a² = b² + c²
Exemplo
Imagine um triângulo retângulo com catetos medindo 3 e 4.
Então:
a² = 3² + 4²
a² = 9 + 16
a² = 25
Logo:
a = 5
A hipotenusa mede:
5 unidades.
Grandezas e medidas
Questões podem envolver diferentes unidades de medida:
- Comprimento;
- Massa;
- Capacidade;
- Tempo;
- Área;
- Volume.
Exemplo
Sabemos que:
1 metro = 100 centímetros
Então:
3 metros = 300 centímetros
Outro exemplo:
2 horas = 120 minutos
Questões de concurso podem misturar unidades dentro de um mesmo problema.
Por isso, antes de começar os cálculos, verifique se todas as grandezas estão na unidade adequada.
Matemática financeira
A matemática financeira pode aparecer em diferentes concursos, principalmente quando o edital inclui juros, taxas, capital e montante.
Juros simples
Uma fórmula básica é:
J = C × i × t
Onde:
- J = juros;
- C = capital;
- i = taxa;
- t = tempo.
Exemplo
Um capital de R$ 1.000 é aplicado a juros simples de 2% ao mês durante 3 meses.
Transformamos:
2% = 0,02
Então:
J = 1.000 × 0,02 × 3
J = 60
Os juros serão:
R$ 60.
O montante será:
1.000 + 60 = R$ 1.060.
Juros compostos
Nos juros compostos, os juros são incorporados ao valor acumulado ao longo dos períodos.
Uma fórmula utilizada é:
M = C × (1 + i)ᵗ
Exemplo
Considere:
- Capital: R$ 1.000;
- Taxa: 10% ao mês;
- Tempo: 2 meses.
Temos:
M = 1.000 × (1 + 0,10)²
M = 1.000 × 1,10²
M = 1.000 × 1,21
M = R$ 1.210.
Nesse exemplo, o montante final seria:
R$ 1.210.
Sempre observe a unidade da taxa e do tempo.
Estatística: média, mediana e interpretação
Alguns concursos também cobram conteúdos básicos de estatística, incluindo médias, gráficos, tabelas e interpretação de dados.
Mediana
Considere os valores:
4, 7, 9, 12 e 15
Como estão em ordem crescente, o valor central é:
9
Logo:
Mediana = 9
Quando a quantidade de valores é par, o procedimento é diferente: normalmente são considerados os dois valores centrais para encontrar a mediana.
Gráficos e tabelas
Nem toda questão de Matemática exige uma fórmula.
Muitas vezes, o desafio é interpretar corretamente os dados.
Imagine que uma tabela apresente:
2025: 800 candidatos
2026: 1.000 candidatos
A diferença é:
1.000 – 800 = 200
Se quisermos calcular a variação percentual:
200 ÷ 800 × 100 = 25%
Portanto, houve aumento de:
25%.
Essa é uma situação em que interpretação de dados e porcentagem aparecem juntas.
Probabilidade
Probabilidade está relacionada à possibilidade de determinado evento ocorrer.
Em uma situação simples:
Probabilidade = casos favoráveis ÷ casos possíveis
Exemplo
Uma caixa possui 10 bolas.
Dessas:
- 3 são vermelhas;
- 7 são azuis.
A probabilidade de retirar uma bola vermelha é:
3 ÷ 10 = 0,3
Transformando em porcentagem:
0,3 × 100 = 30%
Resposta:
30%.
Questões mais complexas podem exigir outros conceitos, por isso o nível de estudo deve acompanhar o edital.
Análise combinatória
A análise combinatória trabalha com possibilidades de organização ou escolha.
Exemplo simples
Uma pessoa possui:
- 3 camisetas;
- 2 calças.
Escolhendo uma camiseta e uma calça, temos:
3 × 2 = 6
Portanto, existem:
6 combinações possíveis.
Em provas mais avançadas, podem aparecer permutações, arranjos e combinações.
Como resolver uma questão de Matemática para concursos
Conhecer o conteúdo é apenas uma parte da preparação.
Também é preciso aprender a ler a questão.
Uma estratégia simples é seguir estes passos:
1. Leia o enunciado inteiro
Não comece fazendo contas antes de entender o problema.
2. Descubra o que está sendo pedido
Pergunte:
Qual valor preciso encontrar?
3. Separe os dados
Identifique os números e informações relevantes.
4. Identifique o assunto
Pergunte:
É porcentagem?
Regra de três?
Equação?
Geometria?
Média?
Probabilidade?
5. Escolha o método
Depois de identificar o assunto, escolha a operação ou fórmula adequada.
6. Faça o cálculo
Evite pular etapas quando isso aumentar a chance de erro.
7. Confira
Veja se a resposta encontrada faz sentido.
Exemplo de questão completa
Uma loja vende determinado produto por R$ 800. Durante uma promoção, oferece desconto de 15%. Qual será o preço final?
Resolução
Primeiro:
800 × 15 ÷ 100 = 120
O desconto será de:
R$ 120.
Agora:
800 – 120 = 680
Resposta
O preço final será:
R$ 680.
Perceba que a questão não exigiu uma fórmula complicada.
O principal desafio era reconhecer que se tratava de uma porcentagem aplicada como desconto.
Outro exemplo: regra de três
Uma equipe produz 300 unidades em 5 horas. Mantendo o mesmo ritmo, quantas unidades produzirá em 8 horas?
Temos:
5 horas → 300 unidades
8 horas → x
A relação é diretamente proporcional.
Então:
5x = 8 × 300
5x = 2.400
x = 2.400 ÷ 5
x = 480
Resposta
A equipe produzirá:
480 unidades.
Como estudar Matemática para concursos públicos
Depois de conhecer os conteúdos, é hora de pensar na preparação.
Uma estratégia eficiente pode seguir quatro etapas:
Estude a teoria
Primeiro, procure entender o assunto.
Não tenha como objetivo decorar tudo na primeira leitura.
Veja exemplos
Observe como o conteúdo é utilizado em cálculos e problemas.
Resolva questões
Depois, tente resolver sozinho.
É nessa etapa que você descobre se realmente aprendeu.
Revise os erros
Veja onde errou e tente entender o motivo.
Esse último passo é um dos mais importantes.
O erro pode ser uma ferramenta de aprendizagem
Imagine que você resolveu 20 questões de porcentagem e errou 6.
Não olhe apenas para os 14 acertos.
Analise os 6 erros.
Talvez você tenha:
- Confundido aumento com desconto;
- Errado uma operação;
- Interpretado mal o enunciado;
- Utilizado uma base incorreta;
- Escolhido o método errado.
Quando você identifica o padrão dos erros, consegue estudar de forma muito mais direcionada.
Como estudar Matemática começando do zero
Se você tem muita dificuldade, não tente começar pelas questões mais difíceis.
Construa uma sequência.
Uma possibilidade é:
Operações → frações → razão e proporção → regra de três → porcentagem → médias → equações → geometria → matemática financeira → conteúdos específicos do edital.
Essa sequência pode ser adaptada.
O importante é fortalecer a base antes de avançar.
E não tenha vergonha de voltar para conteúdos básicos.
Se uma dificuldade em frações está prejudicando seu desempenho em porcentagem, por exemplo, revisar frações não é perder tempo.
É corrigir uma lacuna.
Matemática se aprende praticando
Assistir a uma aula pode ajudar a entender determinado assunto.
Ler uma explicação também.
Mas matemática exige prática.
O candidato precisa pegar o papel, tentar resolver, errar, corrigir e tentar novamente.
Esse processo é que transforma conhecimento teórico em habilidade.
Uma boa preparação pode ser resumida assim:
Teoria → exemplo → questão → correção → revisão → nova questão.
Como montar uma rotina de estudos
Não existe uma quantidade universal de horas que todos os candidatos devem estudar.
A rotina precisa considerar:
- Tempo disponível;
- Nível atual;
- Quantidade de matérias;
- Data da prova;
- Dificuldades individuais.
Para quem ainda está organizando a preparação, vale também conferir nosso guia sobre como começar a estudar para concursos públicos.
Uma semana de estudos poderia ser organizada assim:
Dia 1: operações e frações.
Dia 2: razão, proporção e regra de três.
Dia 3: porcentagem.
Dia 4: equações.
Dia 5: geometria.
Dia 6: questões variadas.
Dia 7: revisão dos erros.
É apenas um exemplo.
O mais importante é criar uma rotina que você consiga manter.
Como acompanhar sua evolução
Uma maneira simples é registrar o desempenho por assunto.
Por exemplo:
Porcentagem — 30 questões — 80% de acertos
Regra de três — 25 questões — 72% de acertos
Equações — 20 questões — 60% de acertos
Nesse exemplo, equações merece mais atenção.
Esse acompanhamento evita estudar apenas aquilo que você gosta ou aquilo que já domina.
Como usar questões de concursos anteriores
Questões anteriores ajudam o candidato a conhecer a forma como os conteúdos são apresentados.
Depois de aprender determinado assunto, procure resolver questões:
- Do mesmo nível da sua prova;
- Da banca organizadora;
- De concursos semelhantes;
- Sobre o conteúdo previsto no edital.
Isso permite perceber como a teoria aparece na prática.
Também ajuda a desenvolver velocidade.
Não basta saber resolver: é preciso controlar o tempo
Durante a preparação, comece a observar quanto tempo você leva para resolver cada questão.
Uma questão muito difícil pode consumir vários minutos.
Em uma prova, isso pode prejudicar o desempenho em outras matérias.
Por isso, faça simulados e pratique a administração do tempo.
Se perceber que determinado tipo de questão está consumindo muito tempo, volte ao conteúdo e tente entender por quê.
O que fazer quando você não consegue resolver uma questão?
Não olhe imediatamente a resposta.
Primeiro tente novamente.
Leia o enunciado.
Identifique os dados.
Descubra o assunto.
Monte a operação.
Se ainda assim não conseguir, consulte a resolução.
Mas não termine o estudo aí.
Depois de entender a solução, tente resolver a mesma questão novamente sem olhar.
Esse segundo esforço ajuda a transformar a explicação em conhecimento.
Erros comuns ao estudar Matemática para concursos
Estudar sem consultar o edital
Você pode gastar horas em assuntos que não serão cobrados.
Ficar apenas nas videoaulas
A aula é importante, mas não substitui a prática.
Decorar fórmulas sem compreender
Você precisa saber quando e por que utilizar determinada fórmula.
Não revisar os erros
O erro mostra exatamente onde existe uma dificuldade.
Resolver apenas questões fáceis
As questões fáceis são importantes para construir a base, mas o nível deve aumentar gradualmente.
Ignorar a interpretação
Nem todo erro matemático acontece durante o cálculo.
Muitos acontecem antes, quando o candidato interpreta o enunciado de forma incorreta.
Não controlar o tempo
Resolver corretamente é importante.
Resolver corretamente dentro do tempo disponível também.
Matemática e Raciocínio Lógico são a mesma coisa?
Não.
Matemática trabalha conteúdos como porcentagem, proporção, equações, geometria, medidas e matemática financeira.
Raciocínio Lógico possui conteúdos próprios, como proposições, conectivos, negações, equivalências e outros temas.
Porém, alguns concursos utilizam a denominação Raciocínio Lógico-Matemático e podem reunir conteúdos das duas áreas.
Por isso, o candidato deve sempre conferir exatamente o que aparece no edital.
Este conteúdo será aprofundado no nosso artigo sobre Raciocínio Lógico para Concursos Públicos.
Como escolher o que estudar primeiro?
Uma estratégia simples é cruzar três informações:
1. O que o edital cobra.
2. O que você ainda não domina.
3. O que costuma aparecer nas questões da banca.
Se um assunto aparece no edital, você tem dificuldade nele e a banca costuma explorá-lo, ele merece prioridade.
Por outro lado, não faz sentido passar semanas estudando um conteúdo que não aparece na sua prova.
Matemática para concursos exige constância
Você não precisa dominar toda a matéria em poucos dias.
A evolução acontece aos poucos.
Primeiro você aprende uma operação.
Depois resolve uma questão.
Erra.
Entende o erro.
Resolve outra.
Começa a reconhecer o tipo de problema.
Depois passa a resolver com mais rapidez.
Esse processo pode parecer lento no início, mas é justamente ele que constrói segurança.
Checklist de preparação
Antes da prova, verifique se você consegue:
- Resolver as quatro operações;
- Trabalhar com frações;
- Trabalhar com números decimais;
- Resolver questões de razão e proporção;
- Aplicar regra de três;
- Calcular porcentagens;
- Resolver problemas de aumento e desconto;
- Calcular médias;
- Resolver equações previstas no edital;
- Trabalhar com unidades de medida;
- Resolver questões de geometria previstas no programa;
- Interpretar gráficos e tabelas;
- Resolver questões de matemática financeira quando previstas;
- Trabalhar com probabilidade quando prevista;
- Resolver questões da banca;
- Identificar seus principais erros;
- Fazer simulados;
- Controlar o tempo de resolução.
Perguntas frequentes sobre Matemática para concursos públicos
Qual assunto de Matemática mais cai em concursos?
Não existe um único assunto que seja o mais cobrado em todas as provas.
A incidência depende do edital, do cargo, do nível da prova e da banca.
Por isso, o candidato deve analisar o conteúdo programático antes de definir suas prioridades.
Quem tem dificuldade em Matemática consegue aprender para concurso?
Sim.
A dificuldade inicial não significa que o candidato não possa evoluir.
O primeiro passo é identificar as lacunas e reconstruir a base.
É melhor estudar Matemática todos os dias?
Não necessariamente.
O mais importante é manter uma rotina que seja sustentável.
Para algumas pessoas, o estudo diário funciona melhor. Para outras, é mais eficiente separar determinados dias da semana para a matéria.
Devo estudar teoria ou resolver questões?
Os dois.
A teoria ajuda a compreender o assunto.
As questões mostram se você consegue aplicar esse conhecimento.
Preciso decorar todas as fórmulas?
Não.
É importante conhecer as fórmulas previstas no conteúdo, mas entender a aplicação delas é fundamental.
Quantas questões devo resolver por dia?
Não existe um número mágico.
É mais importante resolver questões com atenção, corrigir os erros e entender por que errou do que simplesmente buscar uma quantidade elevada de exercícios.
Posso usar calculadora para estudar?
Depende do objetivo.
Durante o estudo, uma calculadora pode ser útil para conferir cálculos ou compreender determinados resultados.
Mas, se a prova não permitir calculadora, você também precisa desenvolver segurança para realizar os cálculos manualmente.
Confira sempre as regras específicas do seu concurso.
Conclusão
Estudar Matemática para concursos públicos não significa decorar uma grande quantidade de fórmulas e tentar resolver questões de maneira automática.
O caminho mais eficiente começa pela base.
Operações, frações, razão e proporção, regra de três, porcentagem, médias, equações, medidas, geometria, matemática financeira, estatística, probabilidade e outros conteúdos podem aparecer nas provas, dependendo do edital.
A preparação deve combinar teoria, exemplos, exercícios, revisão e análise dos erros.
E existe uma diferença importante entre estudar matemática e aprender a resolver questões de matemática.
No primeiro caso, você conhece fórmulas e conceitos.
No segundo, consegue olhar para um problema, entender o que está sendo pedido, escolher o caminho correto e chegar à resposta.
É essa segunda habilidade que precisa ser desenvolvida durante a preparação.
Por isso, não tenha pressa.
Comece pela base.
Pratique.
Analise seus erros.
Volte aos assuntos em que ainda existem dificuldades.
Resolva questões de concursos anteriores.
Faça simulados.
E sempre ajuste sua preparação ao conteúdo previsto no edital.
Matemática pode deixar de ser uma das maiores dificuldades da preparação e se transformar em uma oportunidade de conquistar pontos importantes na prova.
Estude um assunto de cada vez, pratique o que aprendeu e acompanhe sua evolução. A constância pode fazer uma grande diferença até o dia da prova.
Continue sua preparação
Se você ainda está organizando sua rotina, também pode conferir nosso conteúdo sobre como montar um plano de estudos para concursos públicos.
A ideia é construir sua preparação passo a passo, fortalecendo cada disciplina e aprendendo a estudar de maneira cada vez mais eficiente.
